Não sei se isso acontece com vocês, mas quando se aproxima o meu dia de anos, costumo remexer nos baús, nas caixas de recordações e álbuns de fotografias para que, pela milionésima centésima infinitésima vez, derrame umas quantas lágrimas e faça um sorriso interior por ter tido momentos tão bons e ainda me encontrar bem de saúde e de bem com algumas das pessoas guardadas nesses baús, caixas e álbuns...
É uma espécie de masoquismo saudável que ocorre de 1a 18 de Novembro, altura em que se consagra o envelhecimento propriamente dito.
E confesso que estou sempre a pensar que tenho que me deixar destas coisas mas parece que estou cada vez pior. Talvez caminhe para uma idosa lamechas e eterna promissora escritora da treta, rodeada de animais e dos tais baús, caixas e álbuns que, nessa altura, enchem a casa até ao tecto...
3 comentários:
Olá Sonia.
Estou a ver o teu blog pela primeira vez.
Muitos parabéns por teres umablog. Fico a aguardar reposta ao meu email.
Beijinhos,
Gilles
Há cá cada ritual! Idosa lamechas? Não sei não. Se acreditarmos e recordar é viver isso quer dizer que cada vez que recordas vives ainda mais, ou seja, no limite ficas mais nova... estranho, não é?
Estranho mas sensato. Bem vindo, Gil, à blogosfera!!
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