Conta a minha avó que uma vizinha dela lhe ofereceu um salpicão cozido, que já tinha percorrido kms na carteira dela, por curvas e contra curvas lá para os lados do Marco de Canavezes.
A minha avó não foi capaz de o comer e acabou por oferecê-lo ao cão, o Figo. Ora o Figo, que muito raramente come salpicão, decidiu mostrar o salpicão à vila inteira antes de o comer e percorreu as ruas e calçadas da terra com o salpicão na boca.
Para mal dos pecados da minha avó, o Figo decidiu ir passear o salpicão para a porta da vizinha que lho tinha dado. Por sorte, a dita vizinha não o apanhou e o Figo acabou por devorar o salpicão em três tempos.
Moral da história: o ditado popular "é feio recusar o que nos dão", é uma treta. É melhor recusar o que não gostamos, não vá alguém gostar de se gabar diante da terreola, deixando-nos mal.
E esta é a verdadeira história do salpicão.
6 comentários:
Eu confesso que sou um pouco esquisito com prendas, tanto a dar como a receber (não deveria tornar público isto a poucos dias de fazer anos, mas...),.
No entanto, nunca “reaproveito” prendas. Mais do que perigoso é um pouco desrespeito por quem nos oferece algo.
Por isso o meu conselho é mesmo que não gostem muito, mesmo que fiquem escondidas, guardem tudo o que vos é oferecido.
Não concordo. Ter coisas guardadas por ter não é para mim (e até me admiro que concordes com isso). Mais vale dar a instituições de caridade. E se acontecer o mesmo que à minha avó, sempre podemos argumentar que há mais "salpicões" no mundo!
Para esses assuntos delicados foi inventada a profissão dos diplomatas! lol
E também de advogados…já vi pessoas irem a tribunal por muito menos que um salpicão…um tecto falso por exemplo…
Espero que a amiga da tua avó não leia o teu blog :|
Duvido...até porque a vizinha da minha avó deve achar que Internet é nome de medicamento!
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