Eu gosto de pensar que em cada momento da minha vida tenho a chance de a mudar e transformar em algo diferente. Dá-me uma espécie de poder mágico e secreto, bem escondido na pontinha dos dedos...é só tocar em mim própria e tudo se modifica.
Mas na realidade, nem é preciso ter um dom para isso acontecer, basta que pensemos nas inúmeras decisões e opções que, diariamente, temos que tomar. Não deixa de ser impressionante a quantidade de rumos diferentes que se pode ter num só minuto de decisão.
Já Sartre dizia que somos responsáveis por tudo o que fazemos, o que chocou a comunidade religiosa, crente de que alguém superior decidia o rumo da nossa vida, ora porque nos portávamos mal ou bem.
Não deixa de ser surpreendente pensar que posso ser o que quero ser porque ninguém me vai culpabilizar por ser eu própria. E é quando penso nisso que concluo que, de facto, tenho um poder incrível nas mãos e que só me restar ser o que a sociedade quer que eu seja ou outra coisa qualquer que me lembre.
O problema não está em mim, porque eu acredito que, por mais ousadas que sejam as minhas decisões, elas nunca fugirão muito ao que é normalmente aceite...o problema está em quem ousa de forma negativa e prejudicial para todos e tudo aquilo que o rodeia.
Nessas alturas, é que preferia acreditar que alguém superior travaria essa ousadia e dava o devido "castigo". O poder nas nossas mãos pode ser perigoso e só nos resta ter o bom senso de o usar da melhor forma.
5 comentários:
Por vezes, para algumas decisões, seria melhor algo superior as pudesse tomar por nós, pois no alto da sua sapiência teria certeza que era a correcta. O problema é que no momento das decisões, no momento de escolher um rumo novo nunca temos a certeza deste ser o melhor. Por isso a tentação é tomar a decisão mais “normal” és nós.
Deveremos por vezes tomar decisões anormais, que contrariem o que somos ou fomos até então?
Ou isto seria deixar de ser quem verdadeiramente somos para viver uma ilusão que se pode transformar numa amarga desilusão?
Ficam as perguntas
Devemos levar-nos pela nossa intuição que, normalmente, é a acertada...
Sônia,
O que rege o nosso mundo são princípios. Eles são tão reais quanto a lei da gravidade.Nós só temos que nos alinhar com tais princípios para gerar ou criar o sucesso que desejamos. Manter um coração cheio de amor é o que nos mantém no curso correcto. Se conhecemos o nosso propósito de vida, depois só temos que agir independente da boa opinião dos outros(inclusive a comunidade religiosa). O poder que temos nas mãos é incrível. Gosto também de observar forças do "I" como a Intenção, a Intuição(como disseste) e a Inspiração! Se soubermos observar essas forças, podemos dizer que temos Inteligência(por definição, inteligente, quem consegue ler o que está nas entre-linhas)
beijos
Fabio
Não deixa de ser fantástico, Fábio, que tantos milhares de milhões de pessoas se rejam pelos mesmos princípios...seria de esperar que tanta diversidade física, cultural, linguística, etc. desse origem a uma confusão imensa de valores, atitudes, regras...por isso, dou-te razão ao considerares os princípios tão reais como a lei da gravidade porque de facto, existe uma linha orientadora, quase que imaginária, que rege toda esta gente. E ainda bem que são poucos os que saltam dessa linha.
A decisão é sempre nossa.
O poder de ordenar o nosso destino comete-nos.
Li um dia que muitas dos nossos pensamentos ainda nao se realizaram, porque outros ja o fizeram.
Por isso minha queria que tenhas sempre firmeza nas tuas decisões e nunca percas a força da tua energia. Ela é poderosa e sempre positiva, nunca deixes que ela escureça.
Um grande beijo
A Castro
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