terça-feira, novembro 06, 2007

E à falta de chuva...

...aqui fica a "Chuva", cantada por Mariza. Nunca pensei que um fado me tocasse tanto...
"As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade. São as lembranças que doem que fazem sorrir. Há gente que fica na história, na história da gente. E outras de quem nem o nome lembramos ouvir. São emoções que dão vida à saudade que trago, aquelas que tive contigo e acabei por perder. Há dias que marcam a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer. A chuva molhava-me o rosto, gelado e cansado. As ruas que a cidade tinha, já eu percorrera. Ai, meu choro de moça perdida gritava à cidade, que o fogo do amor sobre a chuva há instantes morrera. A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade e eis que ela bate no vidro trazendo a saudade."
Quem quiser ficar com uma gotinha de chuva na cara, pode clicar no título!

2 comentários:

Anónimo disse...

Vou pela primeira vez dizer em público aquilo que já comento em privado à algum tempo. Até tenho medo porque me podem acusar de sacrilégio mas... para mim a Mariza vai ser muito "maior" que a Amália.
Mas, se calhar, o mais importante deste teu artigo não seja propriamente a Mariza mas ser a prova de algo que também defendo à muito tempo:

Esta cultura enviesada de massas que teima em julgar (o que alguns chamam de classificar) o que é ou não "parolo", não é mais do que justificar a ignorância de quem não sabem que em tudo, mesmo em tudo, podemos encontrar algo que nos emocione (o que alguns chamam de cultura).

Nia disse...

Sem dúvida...acho que fui ignorante durante algum tempo. O que interessa agora é que deixei de o ser para este estilo de música...já era muito receptiva a outros estilos...confesso que o José Cid me faz alguma confusão mas não deixo de cantarolar as canções dele...e viva a cultura! Como é bom que a mesma seja tão vasta. Abre novos horizontes.