Lá fui eu conhecer o pólo de Guimarães da Universidade do Minho com o objectivo último de saber o ponto de situação da reciclagem dos resíduos da construção civil em Portugal.
Julgava eu que o panorama ia ser mais positivo do que pensava mas não, ainda falta fazer muita coisa, especialmente, mudar as mentalidades...
E é sempre uma questão de mentalidade. Como foi dito no simpósio, há uns anos atrás era ridículo uma pessoa deslocar-se uns metros para meter uma lata velha num ecoponto. Hoje em dia, é prática corrente.
Sempre precisamos de anos e anos para nos habituarmos às coisas e nos apercebermos da real vantagem das mesmas, só que enquanto os anos passam, há coisas que vão sendo prejudicadas de forma quase irremediável.
De qualquer das formas, fiquei com a sensação que a aposta na reciclagem de entulhos só será uma realidade no dia em que for vantajosa economicamente. Para já, não o é, não só porque não existe uma legislação a apoiar a introdução de agregados reciclados nos betões e cimentos, mas também porque não existem ensaios laboratoriais que sigam o mesmo raciocínio por parte dos diversos organismos e entidades a comprovar a eficácia dessa introdução (existem muitos interesses económicos por trás destas entidades).
Posso dizer, convictamente, que vão ser precisos mais uns anos para que este tipo de reciclagem (tão específica) se torne prática corrente. Até lá, vou torcer para que uma lei que deveria ter saído há uns anos atrás, saia algures em 2007...é preciso um ponto de partida e julgo que só esta lei o será.
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