terça-feira, março 06, 2007

Resistência

É preciso resistência para trabalhar e estudar. Quantas e quantas vezes apetece ir para casa em vez de rumar ao Porto, muitas das vezes, para assistir a aulas com muito pouco conteúdo e que pouco ou nada contribuem para aumentar os meus conhecimentos.
E depois é pensar que o que distingue um engenheiro de um não engenheiro é isto mesmo, o saber de circuitos e leis de ohm, de números complexos e sistemas abertos ou fechados...e é frustrante pensar que um engenheiro é posto em cima do pedestal por causa de 6 cadeiras desconsoladas que fazem exercitar o meu poder de resistência ao cansaço e à vontade de dormir.
Como sempre, lá vão valendo as conversas de corredor ou de cantina, as lembranças gloriosas dos casamentos e praxes, as risotas quase adolescentes quando passa o McDream...ou não fosse este um verdadeiro regresso à universidade.

1 comentário:

Anónimo disse...

A capacidade de estudar e trabalhar ao mesmo tempo é algo que dou muito valor e reconhecimento. Valorizo muito quem tem essa capacidade, sobretudo se se fizer ambas com aproveitamento.

Quem coloca um Eng. em cima do pedestal, certamente o faz porque acredita que este possui capacidades para que seja reconhecido dessa forma. O que está errado é que grande parte das pessoas só o faz por causa de um título atribuído “apenas” por um aproveitamento académico (sem querer esmiuçar o porque das aspas utilizadas, vale a pena referir que os méritos deste aproveitamento serão muito distintos de instituição para instituição de ensino). Os bons Engs. devem sim ser colocados num pedestal, tal e qual os bons médicos, advogados, políticos, psicólogos, sociólogos, etc, não pelo título mas pelo desempenho e conhecimentos demonstrados.

É quase impossível dizer qual é a diferença entre ser ou não Eng., tenho a certeza que não é saber a lei de ohm, ou números complexos. Eu talvez arriscaria dizer que é uma certa forma de analisar os problemas e raciocinar.
Como tal, não é nada que se possa aprender nos livros mas sobretudo com a experiência profissional e também, sejamos justos, com a forma como a nossa mente é trabalhada durante a formação académica.