Numa conversa quotidiana pós laboral, conversava-se sobre a educação e os miúdos mal habituados e mal educados que não fazem nada do que os professores querem e ainda lhes batem como resposta a qualquer coisa que não lhes agrada.
A juntar à festa, vê-se cada vez mais a miudagem aos guinchos e berros nos shoppings, esbracejando e espernando no chão, até conseguirem ter o dvd ou o telemóvel que querem.
Mas não termina por aqui. Se já não bastasse haver pouca educação em casa, quando visitam as casas dos outros, sujam paredes e chão, deitam objectos ao chão e não param de correr os 100 metros barreiras num espaço de 5 metros quadrados, mesmo com a mãe ou o pai a dizer "António Maria, pára quieto um bocadito", num tom suave e pacato, como se o puto não tivesse já danificado metade do apartamento e pusesse os anfitriões a desejarem nunca mais receber visitas na vida.
E se já não chegasse isto, ainda temos as bocas e as respostas "quase" estudadas da miudagem. Se nos pomos com as perguntas "clichet", tipo "Que queres ser quando fores grande?" ou então "Gostas mais do pai ou da mãe?", respondem-nos com quatro ou cinco expressões insinuantes de que se perguntamos algo mais, dão-nos um chuto na perna e enquanto estivermos a tentar recuperar da dor, eles ficam como se nada se tivesse passado e ainda dançam ou cantam as músicas da Floribella e imitam gestos dos Morangos com Açucar.
Estará a miudagem dos nossos dias indomável? É que parece que não se consegue nada deles, se não lhe dermos algo em troca. E parece mesmo que se lhes batermos ou chamarmos à atenção, acusam-nos de violência infantil e quando tiverem 20 anos, vão acusar-nos de se drogarem por não lhe termos dado o 5.º chupa naquele Domingo solarengo.
Claro que, não sendo mãe, não sei se isto estará relacionado com os pais, filhos, sociedade, etc., mas do que vejo, parece que há muito pouco a fazer ou ainda haverá esperança??
5 comentários:
Também não sei se ainda há esperança, mas acho que há alguns aspectos fundamentais que devem ser transmitidos na educação das crianças, mais precisamente dos pais para os filhos, quando eles já tenham algum entendimento, isto é a idade em que começam a fazer as birrinhas.
Os filhos devem saber quanto custa o dinheiro.
Sou apologista que se dê algum dinheiro aos filhos para eles pouparem, com o qual eles poderias comprar as suas extravagância e coisas que não sejam absulutamente da alçada dos pais, tipo DVD, Jogos de Computadores, comer no McDonalds, essas coisas. Claro que o "ordenado" tem que ser pequeno para saberem o que é poupar.
Os filhos devem saber onde começa e termina a sua liberdade.
No horário nobre só deve haver uma televisão ligada cujo os programas são alvo de negociação entre toda a família. Por exemplo os pais terão por vezes de abdicar de um jogo de futebol para verem os desenhos animados e vice-versa.
Os filhos não devem ter televisão no quarto pelo menos até serem uns homenzinhos e mulherzinhas, para não ficarem à parte da família.
Não deve haver televisão na hora de jantar.
Devem saber crescer em sociedade.
Depois dos 10 anos, mais ou menos, devem ser eles a preencher a papelada para a escola, comprar o passe dos transportes, renovarem o BI. Os pais só assinam e corrigem. Assim aprendem a viver com os outros em sociedade, respeitando o trabalho das outras pessoas, as filas,..etc.
Os elogios e os castigos devem ser dados com moderação e devem ser explicados os motivos que levaram a tal.
Claro que esta receita não é completamente eficaz, tanto que nunca foi testada por mim, mas é capaz de ajudar.
Cumprimentos.
Mas que pai rigoroso vais ser!!:) algumas medidas que mencionaste são aceitáveis mas outras são rigorosas de mais (a meu ver). Isso de não se ver televisão ao jantar...eu acho importante que exista a televisão desde que não seja monopolizadora das atenções. Lá em casa, sempre se viu televisão mas também se conversou...é possível haver um pouco de ambas as coisas...e como todas as fórmulas, há sempre um risco de não correr bem, no entanto, há que experimentar...obrigado pela tua opinião
Esqueci-me de dizer que os pais acabam sempre por dizer que é muito difícil impor determinadas coisas porque o amor pelos filhos fala mais alto. Além do mais, como passam cada vez menos tempo com os filhotes (dado o ritmo desenfreado das suas vidas) acabam por perdoar e tolerar para, de certa forma, compensar a ausência...outra grande asneira, a meu ver...
Esperem pelos filhos e depois leiam o que escreveram aqui e tirem as vossas conclusões. Todos os comportamentos têm e não têm explicação ao mesmo tempo, pq conheço pais rigorosos de mais em que os filhos são muito mal comportados e outros que não ligam puto e eles são uns "meninos de coro". Resumindo, quem quer filhos quer sarilhos...e quem decifrar o enigma só pode estar num sinho!
Senhor anónimo.
Não concordo com o que escreveu.
Se calhar até depende muito da personalidade dos miúdos, mas os pais são os que têm mais responsabilidade na educação dos filhos. Têm o dever de lhe ensinar o que é certo. Eles até podem portar-se muito mal mas pelo menos sabem que estão a fazer o que não devem, e poderão ser castigados.
Se os pais disserem precisamente o contrário, por exemplo, que roubar é bem feito, eles roubam e acham que estão a fazer bem.
Os filhos mimados e que têm tudo são imagem de pais que não puderam ter na sua infância aquilo que agora exageradamente dão aos filhos de forma errada
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